
Não posso deixar de pensar com ironia
e tristeza, como são longos, às vezes,
os caminhos da vida. E, quanto
tempo se pode levar para se chegar
a um poeta. Era o amor? Era a morte?
Uma coisa só respondi num verso.
Procuro o teu olhar. Não sei se isto é amor.
Busco-te como abrigo, se alguma dor me fere.
E, apesar disso, crê! Nunca pensei me afastar.
Eu seria feliz contigo onde estivéssemos
e adoeceria talvez de te saber doente.
Amor não sei se o é, mas sei que não te esqueci.
Infinitamente, é uma palavra que se estende
por rios, montes, vales, infinitamente
como os braços de Deus. Teu sorriso modesto
posto no chão, mas empolgou-se ao colher
uma flor no chão. Senti-me luminosa
como uma estrela, poderia ter permanecido
mais de dois minutos em levitação...
Nunca chorei por ti nenhum sonho desfeito.
A ti escrevi versos românticos e depois
de acordar te procurei no leito como um
esposo ideal. Se isto é amar-te, não sei.
Não sei se te idealizo, o teu sorriso terno.
Sinto-me sorrir de ver esse teu sorriso
que penetra em mim como este sol de inverno.
Tantas coisas que me aconteceram tão piores
que esta, eu já perdoei. O jogo de dados de um
destino irracional? É impiedoso.
Prossigo a me imaginar, sondando o que poderia
ter vivido ao teu lado. Vivo dispersa, anônima no mar
e na imensidão do infinito das cores...
Às tardes, passo sempre contigo, sem receio,
nessa luz crepuscular, que me provoca e enerva
lembro-me de beijar-te a boca.
Não sei que mudança minha alma pressente.
Eu não sei se é amor. Será talvez o começo...
Vilma Oliveira


1 comentários:
Lindo, amiga. Parabéns.
Vilma, ganhei um selinho e gostaria de repass´-lo a você.
Vá lá pegá-lo.
Bjs.
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